terça-feira, 18 de novembro de 2008

é Magaiver, já enfrentou tropas Russas, com seus livrinhos vermelhos em punho, já enfrentou cães raivosos pela estrada de taubaté, já matou 56 homens com as mãos amarradas segurando apenas um arame, já desativou uma bomba nuclear com apenas um chiclete, já transformou metal em ouro e fugiu sem deixar rastros na lama. É Magaiver, andava por ai, que o perigo tinha medo de você.. é Magaiver, só quem sabe como é.. só quem viu como é.

sábado, 8 de novembro de 2008

Rezo todas as noites para que não fuja, para que a ausência pare de me assustar, sou feito criança pequena, choramingo, grito, e dou risada à toa. Meu medo me invade, meus medos me adoecem, e novamente me levanto e os enfrento, quase sem arma e a pele já chamuscada de antes. Ruim é ultrapassar a ponte das etapas, entender e mudar, o que nos é importante está perto e distante, inda que sua presença nunca saia do lado.
Nunca fui das maneifestações públicas, sempre pareço ridícula, então me escondo em personagens com suas máscaras bonitas e aí posso abrir o coração e dizer, Te amo!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Porque o que se sente
é o gosto de gente
na gente
na pele, na boca, no pelo
o que se sente é a fúria
a pressa, das pernas
do braço, do colo
o que se sente é
é o que se sente

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ah chega de você, porque fica me pressionando em questões, em dilemas, perguntas que não tem resposta!? Sabe que não terá resultado nenhum, que a racionalidade só me faz sofrer, sofrer por antecedência, por vontade de não sofrer, sofro. Ah, você, que me controla, que me aparta da realidade por preciosos instantes, preciosos momentos que deveria estar vivendo em sentido. Meus beijos, minhas pernas, meu coração estopim,  tudo que é meu, tudo que ofereci a outro alguém você quer de volta, pois que naturalmente é seu. Ah, cérebro ingrato, ditador impiedoso que me tem. Me livro de você, fujo nos braços do meu bem e nem sequer me lembrarei da cidade que bebi, só campo e olhar.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Estou gostando dessa sua maneira
desse seu jogo de olhar
mais tarde, eu sei, voce vai me procurar
voce vai pegar na minha mao
vai tentar me namorar
do jeito que quiser
vai sugerir outro lugar
outra cançao 
mas eh assim, esse entregar
dançar comigo
dançar pra mim

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ah meu bem, queria dançar com você esta noite, numa saída enlouquecida de te ter mais perto, que a distancia entre as mesas já é insuportável. Os copos não me servem de companhia e os velhos ombros também não me consolam. Parece que toda porta se fechou e fui posta frente a frente com você, que a anos desejo dentro de minha saia bem passada e bordada de sempre.
O salto já está gasto, as mãos não tão macias, as coxas escondidas, e os olhos se escondem atrás de pés de galinha que nada significam além de todas as vezes que forcei a vista quando passou na minha frente, dançando com outras donas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Me agarrei a você num pulo
me grudei no seu corpo entrelaçando pernas que nunca tive
sim, queria era ouvir tua voz de perto
sentir timbres e ondas
chorar sem porque
só pra você me abraçar e dizer que me ligará
no dia seguinte
Sorrir pra te acalmar, mexer no cabelo
embaraçar pra você pentear
no dia seguinte
entenda, estou aqui
e você pode me ligar
no dia seguinte

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Voltei a roer unhas.Voltei desde semana passada.Quase dez anos mantendo as unhas intactas,lixando, cortando, pintando, e de um dia proutro volto a roer unhas.É quase instantaneo, olho meus dedos e roo, apenas mordo cada pedaço de unha e pele que tenhos nos dedos. Percebo que esse hábito tem voltado com mais força que antes, e logo poderei estar a beira da loucura e começar a roer as unhas dos outros, mesmo levando em conta os germes adquiridos das mais variadas (e criativas) formas.
Será que é o stress? A agitação da cidade? auto-agressão?
É engraçado é que mesmo não sabendo donde vem isso, acabo de conseguir minha primeira ferida roendo unhas.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

..hoje eu só quero um cadim a mais de rua com você, andar sem conclusão nenhuma, ou uma falsa (pode ser)..olhar lajotas no chão, sujeira colada..quero é rir á vontade, usar todo o meu fôlego e sentir o peito apertando de falta de ar..ahh..quero é ter essas pequenas certezas da gente que dão em horas impróprias..
O "mundo" tende a desorganização (isso é um fato irrefutável,pra começo de conversa..) e o homem tende a organização (seja lá qual for sua concepção de ordem), portanto vivemos em constante desarmonia com o lugar onde vivemos...então se você acha que nada funciona, acredite é só impressão.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Minha palavra contra a sua,é sempre assim,eu viro pra você tentando lutar contra essa sua teimosia, que me irrita e ao mesmo tempo encanta. Nunca conseguimos completar um diálogo sem que você me envolvesse, sem que eu desistisse só pra aproveitar o silêncio que temos juntos, sabe-se lá quando ele pode acabar. Com você perdi as forças de ser racional, quero só sentir, ser inteiramente passional, me entregar além do corpo e dos credos em alma..
Logo vem a voz me alertando dos riscos,as buzinas já estão tocando.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Te amei desde o primeiro gole,o primeiro trago, passei a mão pelos cabelos sujos de sarjeta e corri a lhe oferecer o lado esquerdo da minha cama.

Não ligou pro meu cheiro e minha barba rala, todo aquele ar úmido que pulsava entre nós. Nos encontramos no abandono de nós mesmos, uma ato de urgente salvação. Sem muitas apresentações andamos de cabeça baixa pelas vias urbanas, emplacados em notar se já tinhamos chegado a algum lugar. E chegamos. Minha casa? meu buraco,onde costumo me enfiar pra comer e dormir,ás vezes,logo você também ia fazer o mesmo, e ia se tornar meu buraco também.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Acordei sem mais nem menos, comecei logo com aquele medo de criança, medo do escuro, de olhar pros lados e perder o fio, perder o real e logo começar a chorar. Ás vezes me sinto em evidência, o único ser terreno que as divindades prestam atenção, penso que minha vida é frágil..meu destino tem a tendência ao abissal.
Meu medo de que tudo se perca, de que as coisas se destruam..como quando agente pega na mão um punhado de areia, medo de que o que eu construo logo desaparece,que alguma coisa venha a conspirar só pra me ver começar a construção de novo..tenho medo da lição divina,de mudar, de aprender. Acho que tenho medo do futuro, das reservas, quero definitivamente construir meu porto de rocha, quero passar pelas tempestades ali, não quero que ele próprio se destrua, onde moraria?
Passa o tempo,e o porto me aconchega, fica ali e não parece tremer com o meu medo animal, aos poucos vou me soltando, me aconchegando nos seus tapumes repletos de verniz, começo a olhar pra frente com menos receio dos reflexos. Paro de chorar, e já respiro melhor, o futuro tem q vir, um dia, esse é meu eterno encontro as escuras, mas já não duvido do sólido das minhas construções, nem mesmo das mais recentes... preciso acreditar no teto que me cobre,para que ele próprio se sustente.