Faz frio no peito, faz calor também. Parece mentira, não é. Parece pecado, é. Que posso fazer se para onde me viro só encontro o aleijado, se arrastando sem pernas pela ladeira da harmonia, empurrando ereto, ao mermo tempo torto, a cadeira que não sustenta mais. O desamparo sobre rodas, frágil, persistente, ao lado do motor combustível. Mais cidadã que ele. Mais gente que ele.
Ligo o rádio, ligo a TV, é uma mentira atrás da outra. A roda está lá, girando por mais uma gota de suor, indo pra trás na linha reta.
Pede perdão não, nem agradeça, é tudo efêmero, não vai adiantar.
terça-feira, 15 de março de 2011
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Me parece que diante de certo e errado, perdemos rápido a desconfiança e abandonamos o barco dos pés para as nuvens, agor, nos olhos molhados.
Do buraco parecemos cada vez mais belos, esquecemos das disputas e de quando nos resumíamos à seres disformes. Ainda iguais.
O rímel continua a derreter quando se chora, e não há roupa que esconda o braço marcado.
Deveríamos desistir desse círculo que volta no mesmo ponto de bala, mas dar a volta, ás vezes, é como esquecer o antigo percurso..e voltamos, os mesmos, com a cabeça disposta, esperando o próximo tiro.
Do buraco parecemos cada vez mais belos, esquecemos das disputas e de quando nos resumíamos à seres disformes. Ainda iguais.
O rímel continua a derreter quando se chora, e não há roupa que esconda o braço marcado.
Deveríamos desistir desse círculo que volta no mesmo ponto de bala, mas dar a volta, ás vezes, é como esquecer o antigo percurso..e voltamos, os mesmos, com a cabeça disposta, esperando o próximo tiro.
domingo, 14 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
São os ares gelados que me fizeram perceber que todo meu caminho sempre foi um só?
Talvez todos nós tenhamos ele bem na nossa frente, esperando, sozinho, pra ser encontrado. Não consigo conter a emoção de finalmente ter descoberto, pra sempre, o eixo que eu tanto esperava. Nunca tive, também, tantas borboletas no estômago e coelhinhos na gargante, todos querendo sair ao mesmo tempo, fazendo barulho na rua, gritando "aqui está!olha bem, memoriza!"
Talvez todos nós tenhamos ele bem na nossa frente, esperando, sozinho, pra ser encontrado. Não consigo conter a emoção de finalmente ter descoberto, pra sempre, o eixo que eu tanto esperava. Nunca tive, também, tantas borboletas no estômago e coelhinhos na gargante, todos querendo sair ao mesmo tempo, fazendo barulho na rua, gritando "aqui está!olha bem, memoriza!"
domingo, 27 de dezembro de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Será possível? me pergunto todo o dia se cada uma das minhas utopias faz parte do conjunto do possível ou do ilusório. Me lembro que quando comecei esse blog... tinha o planejamento de organizar objetivos, fazer escolhas e definir cada vez mais um EU ainda desconhecido, mas muito desejado.
Tento descobrir aonde comecei a perder o fio da meada, claro, o que não é essencial diante da necessidade de se descobrir pra onde esse fio me levava. As vezes me pego em questionamentos tão confusos e cheios de paradoxos que gostaria de poder voltar para um tempo mais simples. Nunca chego a uma resposta, as conclusões duram pouco e na maioria das vezes me apavoram.
Por exemplo, agora.
Tento descobrir aonde comecei a perder o fio da meada, claro, o que não é essencial diante da necessidade de se descobrir pra onde esse fio me levava. As vezes me pego em questionamentos tão confusos e cheios de paradoxos que gostaria de poder voltar para um tempo mais simples. Nunca chego a uma resposta, as conclusões duram pouco e na maioria das vezes me apavoram.
Por exemplo, agora.
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