Minha palavra contra a sua,é sempre assim,eu viro pra você tentando lutar contra essa sua teimosia, que me irrita e ao mesmo tempo encanta. Nunca conseguimos completar um diálogo sem que você me envolvesse, sem que eu desistisse só pra aproveitar o silêncio que temos juntos, sabe-se lá quando ele pode acabar. Com você perdi as forças de ser racional, quero só sentir, ser inteiramente passional, me entregar além do corpo e dos credos em alma..
Logo vem a voz me alertando dos riscos,as buzinas já estão tocando.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Te amei desde o primeiro gole,o primeiro trago, passei a mão pelos cabelos sujos de sarjeta e corri a lhe oferecer o lado esquerdo da minha cama.
Não ligou pro meu cheiro e minha barba rala, todo aquele ar úmido que pulsava entre nós. Nos encontramos no abandono de nós mesmos, uma ato de urgente salvação. Sem muitas apresentações andamos de cabeça baixa pelas vias urbanas, emplacados em notar se já tinhamos chegado a algum lugar. E chegamos. Minha casa? meu buraco,onde costumo me enfiar pra comer e dormir,ás vezes,logo você também ia fazer o mesmo, e ia se tornar meu buraco também.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Acordei sem mais nem menos, comecei logo com aquele medo de criança, medo do escuro, de olhar pros lados e perder o fio, perder o real e logo começar a chorar. Ás vezes me sinto em evidência, o único ser terreno que as divindades prestam atenção, penso que minha vida é frágil..meu destino tem a tendência ao abissal.
Meu medo de que tudo se perca, de que as coisas se destruam..como quando agente pega na mão um punhado de areia, medo de que o que eu construo logo desaparece,que alguma coisa venha a conspirar só pra me ver começar a construção de novo..tenho medo da lição divina,de mudar, de aprender. Acho que tenho medo do futuro, das reservas, quero definitivamente construir meu porto de rocha, quero passar pelas tempestades ali, não quero que ele próprio se destrua, onde moraria?
Passa o tempo,e o porto me aconchega, fica ali e não parece tremer com o meu medo animal, aos poucos vou me soltando, me aconchegando nos seus tapumes repletos de verniz, começo a olhar pra frente com menos receio dos reflexos. Paro de chorar, e já respiro melhor, o futuro tem q vir, um dia, esse é meu eterno encontro as escuras, mas já não duvido do sólido das minhas construções, nem mesmo das mais recentes... preciso acreditar no teto que me cobre,para que ele próprio se sustente.
Meu medo de que tudo se perca, de que as coisas se destruam..como quando agente pega na mão um punhado de areia, medo de que o que eu construo logo desaparece,que alguma coisa venha a conspirar só pra me ver começar a construção de novo..tenho medo da lição divina,de mudar, de aprender. Acho que tenho medo do futuro, das reservas, quero definitivamente construir meu porto de rocha, quero passar pelas tempestades ali, não quero que ele próprio se destrua, onde moraria?
Passa o tempo,e o porto me aconchega, fica ali e não parece tremer com o meu medo animal, aos poucos vou me soltando, me aconchegando nos seus tapumes repletos de verniz, começo a olhar pra frente com menos receio dos reflexos. Paro de chorar, e já respiro melhor, o futuro tem q vir, um dia, esse é meu eterno encontro as escuras, mas já não duvido do sólido das minhas construções, nem mesmo das mais recentes... preciso acreditar no teto que me cobre,para que ele próprio se sustente.
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