se é possivel dizer que somos felizes eu nao sei, a cada dia pouco tenho para observar. E o pouco é raso, vazio.
De verdade nao sei mesmo afirmar, sobre o que dissertar, no fundo de cada passo que se foi.
Deve estar ali o segredo.
domingo, 27 de dezembro de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Será possível? me pergunto todo o dia se cada uma das minhas utopias faz parte do conjunto do possível ou do ilusório. Me lembro que quando comecei esse blog... tinha o planejamento de organizar objetivos, fazer escolhas e definir cada vez mais um EU ainda desconhecido, mas muito desejado.
Tento descobrir aonde comecei a perder o fio da meada, claro, o que não é essencial diante da necessidade de se descobrir pra onde esse fio me levava. As vezes me pego em questionamentos tão confusos e cheios de paradoxos que gostaria de poder voltar para um tempo mais simples. Nunca chego a uma resposta, as conclusões duram pouco e na maioria das vezes me apavoram.
Por exemplo, agora.
Tento descobrir aonde comecei a perder o fio da meada, claro, o que não é essencial diante da necessidade de se descobrir pra onde esse fio me levava. As vezes me pego em questionamentos tão confusos e cheios de paradoxos que gostaria de poder voltar para um tempo mais simples. Nunca chego a uma resposta, as conclusões duram pouco e na maioria das vezes me apavoram.
Por exemplo, agora.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Dora
Poema enjoadinho
Filhos...Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se nõ os temos
Como sabê-los?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjugue voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
-Como as minhas palavras não foram bem arranjadas, coloquei as do poeta "Vini". A primeira vez que escutei esses versos, foi felizmente através da voz de Cadu, e o tom usado era tão específico que cada trecho me parecia uma previsão. Como ele sempre dizia, "o fim está próximo", hoje chegou o dia de saber se sim ou se não.
Ficam as entrelinhas pra quem quiser. Pra essa mãe exausta só sobra redenção.
Hoje o dia foi pra pequena garota-propaganda da coca-cola, minha filha do coração.
Filhos...Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se nõ os temos
Como sabê-los?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjugue voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
-Como as minhas palavras não foram bem arranjadas, coloquei as do poeta "Vini". A primeira vez que escutei esses versos, foi felizmente através da voz de Cadu, e o tom usado era tão específico que cada trecho me parecia uma previsão. Como ele sempre dizia, "o fim está próximo", hoje chegou o dia de saber se sim ou se não.
Ficam as entrelinhas pra quem quiser. Pra essa mãe exausta só sobra redenção.
Hoje o dia foi pra pequena garota-propaganda da coca-cola, minha filha do coração.
domingo, 10 de maio de 2009
na circular circunstância
Circular é dar a volta, passar por trás dos que me querem sem olhar de volta, na desdém do jogo vulgar me percebo assim, sem pé no chão, assombrando voz e paixão, vasculhando perdão. Não quero, realmente, que seu beijo me invada, talvez queira por agora, por então ... e pra vida só vejo dúvidas no querer, só vejo a solidão. Fecho os olhos? Fecho, mas está lá, tornando a realidade fonte de caminhada masoquista, insana procura e cega aquisição.
Então, que seu beijo venha no braço certo, seus sim, porque é única a certeza de querer.
Então, que seu beijo venha no braço certo, seus sim, porque é única a certeza de querer.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
na roda dos que gritavam
Da roda dos que gritavam, grasnando súbitos sentidos sem sabor, ela pouco entendia, pensava que o sol batendo forte demais segurava suas costas no asfalto, era muito claro o dia de trabalho daquela quarta-feira, dia de gente amontoada cheirando a excesso. Beirava o vão do desespero a todo momento que lhe sorriam com malicia, a cada dente torto e podre, o sorriso da paixão comum que se vê em lábios grotescos mil.
Passamos um por dentro doutro sem saber, sem sal, lambemos os ombros e a roupas rotas, cuspindo e sangrando a ferida normal, feita sob medida pra todo um.
Medindo uns aos outros façamos fortes as crenças em Deuspaividaalémdamorte, e em tantas formas de manifestação humana, para assim enxergarmos o "real".
E no fim toda visão é periférica de dentro e parte da roda, toda visão também se faz limitada, margeada de conceitos e culturas sintonizadas, costuradas uns nos outros nos fazendo massa.
vomitando volumes agora.
Passamos um por dentro doutro sem saber, sem sal, lambemos os ombros e a roupas rotas, cuspindo e sangrando a ferida normal, feita sob medida pra todo um.
Medindo uns aos outros façamos fortes as crenças em Deuspaividaalémdamorte, e em tantas formas de manifestação humana, para assim enxergarmos o "real".
E no fim toda visão é periférica de dentro e parte da roda, toda visão também se faz limitada, margeada de conceitos e culturas sintonizadas, costuradas uns nos outros nos fazendo massa.
vomitando volumes agora.
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