Faz frio no peito, faz calor também. Parece mentira, não é. Parece pecado, é. Que posso fazer se para onde me viro só encontro o aleijado, se arrastando sem pernas pela ladeira da harmonia, empurrando ereto, ao mermo tempo torto, a cadeira que não sustenta mais. O desamparo sobre rodas, frágil, persistente, ao lado do motor combustível. Mais cidadã que ele. Mais gente que ele.
Ligo o rádio, ligo a TV, é uma mentira atrás da outra. A roda está lá, girando por mais uma gota de suor, indo pra trás na linha reta.
Pede perdão não, nem agradeça, é tudo efêmero, não vai adiantar.
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